O que são correntes marítimas e como elas influenciam na pesca?

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As correntes marítimas são fenômenos naturais que influenciam no movimento das águas oceânicas. Em todo o mundo, existem dezenas de correntes, sendo que algumas são maiores e mais importantes para a reprodução de peixes e outras espécies. Além disso, elas são importantes para manter o clima do planeta em equilíbrio e até servir como alerta se algo está errado.

Conheça as principais correntes:

  • Corrente do Golfo
  • Corrente de Humboldt
  • Corrente do Brasil
  • Corrente de Benguela
  • Corrente do Labrador
  • Corrente das Agulhas

As correntes marítimas são formadas pela direção dos ventos e da rotação da Terra em torno de si mesma e da Terra em torno do Sol. Isso causa o movimento das águas de todos os cinco oceanos da Terra, que se deslocam e cruzam entre si. 

Nesse fenômeno, águas quentes e salgadas se misturam com águas frias e mais insípidas. Isso interfere na pesca, na navegação, na agricultura, no equilíbrio do ecossistema e da vida.

Neste artigo, você vai aprender mais sobre as correntes marítimas da Europa. Saiba como elas influenciam na pesca e produção dos pescados da Fui ao Mar. A gastronomia também é interessante pelo olhar da geografia.

Vamos navegar por novas histórias!

Corrente Marítima do Golfo: a maior via expressa do Norte

As teorias sobre correntes marítimas datam do meio do século XIX, mas a primeira teoria sobre o assunto foi publicada em 1905. Walfrid Ekman, oceanógrafo sueco, foi o primeiro a constatar que o movimento da Terra influencia na movimentação das águas oceânicas.

Mais estudos foram incorporados a essa teoria e hoje temos um mapa completo sobre as correntes marítimas. Dentre elas, a Corrente do Golfo, uma das mais importantes do mundo.

A Corrente do Golfo nasce na região marítima de México, Cuba e Estados Unidos. A partir daí, ela segue em alta velocidade para o norte da Europa, até submergir na Noruega e voltar pelas profundezas do mar até seu local de origem. Ela é a principal responsável pelo equilíbrio do clima no norte da Europa, evitando o congelamento da região.

Essa corrente marítima, quente e salgada, carrega uma enorme biodiversidade marinha. Milhões de algas e espécies navegam pela corrente do golfo em buscas das condições perfeitas para a reprodução. 

Além disso, a Corrente do Golfo é uma importante via expressa para o transporte de nutrientes. Os mares gelados têm maior quantidade de nutrientes, sendo as correntes marítimas responsáveis pelo transporte até mares quentes e salgados.

Correntes marítimas e aquecimento global

Este não é o melhor cenário para a economia pesqueira mundial. Na verdade, é o pior momento. Em países como Portugal, Espanha e França, a pesca foi drasticamente reduzida por conta da falta de peixes no mar.

Espécies como atum, sardinha, cavala, cavalinha são preciosas, pois vivem em mar aberto e, assim, se nutrem do ecossistema marinho. Porém, o aquecimento global e a pesca predatória têm prejudicado a reprodução das espécies.

Além disso, o derretimento do gelo da região ártica aumenta o volume de água doce no norte da Europa. Como consequência, isso reduz a velocidade da Corrente do Golfo. Com isso, ela perde forças para transportar a biodiversidade marinha, além de criar um ambiente inóspito para as espécies do Mar do Norte.

Como podemos proteger a natureza e suas espécies?

Tudo isso provoca reações em cadeia. E na balança final, todos perdem com a destruição do planeta.

Se o Mar do Norte fica mais frio, os peixes não conseguirão se reproduzir. Com isso, a pesca diminui e a subsistência das famílias que vivem da pesca também. Os consumidores também são afetados, pois pagam mais caro por menor quantidade de alimentos.

No entanto, podemos reverter isso e mudar a história. Podemos nos adaptar a um estilo de vida sustentável, que respeite o meio ambiente. Além disso, podemos consumir marcas que respeitam o meio ambiente e a pesca sustentável.

Assim como as correntes marítimas, podemos encarar a vida como um ciclo e pensar nas próximas gerações que viverão neste mundo.

Quer conhecer mais histórias sobre o mar? Acesse nosso blog!

Cavala em conserva: conheça tudo sobre essa espécie rica em nutrientes

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A cavala é uma espécie de peixe típica do Mar Mediterrâneo e Oceano Atlântico Nordeste. É uma das espécies em maior abundância na região costeira de Portugal. Por isso também, ela é tradicional em receitas da culinária portuguesa. Quando enlatada, a cavala em conserva é ainda mais valorizada por aflorar o sabor delicioso de sua carne.

Hoje, a cavala tem sua pesca restrita por conta da pesca predatória no passado. Assim, é importante ressaltar a necessidade de valorizar marcas que respeitam a pesca sustentável.

Promover a biodiversidade marinha é um compromisso com a sobrevivência das espécies nas próximas gerações. Além disso, é algo que deve ser valorizado tanto pelas empresas quanto pelos consumidores.

Nós sabemos das experiências incríveis que a gastronomia nos permite. Assim, adotar um estilo de vida sustentável irá nos propiciar navegar por novos sabores por muitas décadas.

Neste artigo, vamos te apresentar tudo sobre a cavala em conserva e dizer por que esse peixe é um ótimo ingrediente para suas receitas. Vamos aprender mais?

Cavala: as principais características do “tigre do mar”

A cavala é um peixe selvagem, ou seja, que vive e se reproduz em mar aberto. Entre as vantagens do seu consumo, está o alto valor nutricional de sua carne e uma alimentação 100% natural, sem o consumo de ração.

A cavala vive e se reproduz bem próxima ao continente, em profundidades que não ultrapassam os 250 metros. Ela pode medir até 2 metros de comprimento. Conhecida como tigre do mar, a cavala se alimenta de peixes pequenos, moluscos e crustáceos e se reproduz entre fevereiro e abril. 

A pesca é realizada no outono europeu (quando no Brasil é primavera). Segundo os pescadores, nessa época ela atinge o auge da gordura corporal, que chega a 30% do seu peso

Protegida por entidades ambientais, a pesca sustentável da cavala é importante para manter a sobrevivência dessa espécie. Por isso, os pescadores não podem pescar cavalas com menos de 20 cm de comprimento.

Além disso, esse pescado que vive em cardumes, o que facilita sua pesca. Dentre as técnicas utilizadas para captura está o cerco, o arrasto e a rede de emalhar.

Cavala em conserva: valores nutricionais desse alimento

A cavala está entre os peixes mais nutritivos e benéficos à saúde. Ela se situa no meio da cadeia alimentar e, por isso, vai absorvendo nutrientes cada vez que se alimenta de peixes pequenos, moluscos e crustáceos.

Aqui, vamos analisar o consumo da cavala em conversa. Em 100g do alimento encontramos 20,3g de proteína (40% do que precisamos por dia) e 13,4g de gorduras.

Além disso, a cavala em conserva é rica em ácidos graxos ômega 3, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, sódio e selênio. E, ainda, apresenta quantidades enormes de vitamina B12 (quase 700% das nossas necessidades diárias).

Todos esses benefícios são revertidos em saúde para o nosso corpo. A cavala em conserva atua na melhora do sistema nervoso, imunológico e cardiovascular. Assim, regula o colesterol do corpo, melhora nossas habilidades cognitivas e nos fortalece contra vírus e bactérias.

Cavala em conserva: cultura gastronômica, receitas e harmonização com vinhos

Depois de citar todos os benefícios da cavala em conserva para a saúde, ainda temos que reservar um espaço para falar de gastronomia. Afinal, essa é a especialidade da Fui ao Mar.

Em Portugal, a cavala é tradicionalíssima no Algarve, no sul do país. Na seção de receitas da Fui ao Mar, nós separamos um delicioso prato de Cavala Recheada com Molho de Pimenta e Páprica.

Para harmonizar, nós indicamos um vinho frutado, de boa acidez, estrutura ligeira e comprimento final de nota médio. Acompanha bem um Sauvignon Blanc ou Chardonnay.

Saiba mais sobre os peixes em conserva da Fui ao Mar. Temos conteúdos ricos sobre receitas, harmonizações e benefícios do consumo de peixes para a saúde!

Bom proveito!